Arthur Freeman

Em época de olimpíadas vale falar de uma área em crescimento e desenvolvimento. A Psicologia do Esporte. O Professor Dr. Arthur Freeman grande referência em TCC no mundo, autor de vários livros conhecidos e grande colaborador do Dr Beck, me concedeu essa entrevista exclusiva para o Movimento da Renovacao da Psicologia no II congresso Internacional de Coaching Cognitivo Comportamental na Grécia em junho de 2016. #novoCFP

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Prof. Natalia Ramos

No Brasil a psicologia tem sido uma área pouco valorizada e pouco divulgada e precisa urgente mostrar para a sociedade os seus recursos, sua importância e suas vantagens. Por isso é necessário discutirmos os caminhos para a dignificação do trabalho do psicólogo. Segue uma entrevista que realizei para o movimento da renovação em psicologia, na UAB em Lisboa em junho com a Professora Doutora Natália Ramos, que é coordenadora do Grupo de Investigação – Saúde, Cultura e Desenvolvimento, do CEMRI e coordenadora Científica do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais, CEMRI, da Universidade Aberta. #novoCFP

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Atendimento psicológico intercultural??? Uma nova proposta como suporte para o processo de integração do imigrante

v6O mundo atual tem sofrido enormes mudanças estimuladas, principalmente, pelos extraordinários avanços tecnológicos ocorridos no decorrer do último século. O mundo globalizado com maior facilidade de locomoção de pessoas e o surgimento da internet permitiu que o acesso às informações se desse de forma mais rápida e dinâmica, possibilitando uma troca intercultural sem limites. Hoje essa comunicação difusa e sem fronteiras possibilita a transmissão de crenças e comportamentos de uma cultura à outra fazendo com que eles sejam partilhados por pessoas que vivem em universos culturais bem diversos. Além disso, o surgimento da Internet induziu a criação novos tipos de relações sociais e de conexões virtuais até então inexistentes. É necessário, portanto, atualizar e acompanhar as mudanças sociais promovidas pela  globalização e principalmente pela popularização da internet.  Uma nova regulamentação de uso dos meios digitais se faz urgente para acompanhar essa evolução de forma a se fazer um bom uso da conectividade online. É importante compreender a forma como essas novas relações se constroem e se mantém, assim como os resultados e as consequências delas para a sociedade atual.  Muitas profissões já tem começado a se atualizar e a fazer um bom uso das novas tecnologias e com a psicologia não podia ser diferente. O fato de a comunicação através da internet permitir que pessoas fisicamente distantes se conectem e troquem experiências em tempo real pode colaborar para a atuação do psicólogo  no atendimento  dos clientes que estejam em viagem ou intercâmbio, sem que seja preciso interromper o processo terapêutico. O atendimento online poderá também se dar para emigrantes brasileiros que precisem de apoio durante o processo de adaptação no país que esteja vivendo. É importante ressaltar que o processo de adaptação, dependerá da forma como se dá o encontro intercultural. A sociedade de acolhida nem sempre está preparada para lidar com a diversidade, e muitas vezes o imigrante pode ser interpretado de forma estereotipada o que interfere no processo de integração. Além disso, o imigrante irá encontrar muitos problemas que pode não estar preparado para resolver, desta forma ele poderá precisar de ajuda psicológica neste momento e o fato de se encontrar em um outro país que possui outra cultura e outra língua pode tornar a busca por ajuda mais um complicador e mais uma fonte de stress.

Sabe-se que países que optam por incentivar políticas multiculturalistas acabam por  facilitar o processo de integração e que essa mentalidade multicultural prevê o respeito e muitas vezes o estímulo pelo convívio e manutenção de laços com a cultura de origem, mas mesmo que isso aconteça e que seja um facilitador, o processo de integração não fica garantido. O psicólogo, pode, portanto, servir como ponte para o processo de integração, pois um psicólogo brasileiro poderá ajudar um outro brasileiro que tenha migrado para outro país e se encontre em dificuldades psicológicas. Entende-se que uma boa integração se faz presente quando os valores da comunidade de acolhida são internalizados e a identidade cultural de origem é preservada. Neste segundo caso podemos pensar numa nova especialidade para a psicologia no campo da psicologia intercultural. Psicólogos clínicos poderiam se especializar nessa nova área, de forma a ampliarem a atuação do psicólogo neste atendimento clínico considerando as especificidades do encontro intercultural.

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Nunca perca a esperança. É ela que te faz realizar seus desejos.

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Pensei muito sobre o que escrever hoje. Afinal  hoje é um dia muito especial para os Cristãos.  No fim de ano, geralmente quando as nossas energias já estão quase se esgotando, a comemoração do nascimento de Jesus ajuda a renovar as esperanças e a nos preparar para um novo ciclo com o ano que se inicia. A esperança é o que nos movimenta e nos faz agir para realizar. Ter esperança é fundamental para o bem estar e vida saudável. Nos tempos difíceis que estamos passando no mundo e no país, ter esperança é a única opção desde que ela venha acompanhada com uma ação assertiva. A não ação é o que nos deixa desesperançados e pessimistas. Quando colocamos nas mãos alheias o nosso destino ficamos abandonados à própria sorte e com frequência nos frustramos. Ter fé é fundamental independente da crença desde que essa fé te torne uma pessoa melhor, mais ativa, mais humana e mais solidária. Compreender as pessoas e as suas escolhas nos abre para a comunicação e somente quando existe comunicação podemos ter uma sociedade mais coesa, mais justa e solidária. É preciso sair do comodismo e começar a fazer a parte que nos cabe no mundo. Vamos utilizar essa renovação e construir um 2016 melhor. Podemos começar na nossa vizinhança, e expandir as nossas ações para a cidade, para o estado, para o país e para o mundo. Vamos acreditar no nosso poder de mudança e vamos agir para realizá-lo. Jesus nasceu e com ele renasce a esperança de um mundo melhor. Que neste natal possamos decidir usar a esperança e fazer com que os nossos sonhos de uma vida mais feliz se concretizem. Feliz Natal! Feliz 2016!

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Como ajudar ao próximo ajuda você a ser mais feliz e ter mais prazer?

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imagesEsses dias dei uma entrevista para a rádio Itatiaia sobre os motivos que levam as pessoas a ajudar outras pessoas por meio das redes sociais. Mais uma vez venho defender que as redes sociais quando BEM UTILIZADAS, podem mudar o mundo que vivemos e nos tornar pessoas melhores. Os nossos pensamentos influenciam as nossas emoções que consequentemente influenciam o nosso comportamento que pode continuar influenciando o nosso pensamento configurando assim um círculo vicioso ou virtuoso, dependendo do caso.  A ansiedade, a tristeza, o medo,  a raiva são emoções que tentamos evitar a todo custo em vão. Pois a natureza humana não nos possibilita deixar de sentir. O mundo atual, entretanto, parece cobrar das pessoas um “bem estar” contínuo o que acaba por fazê-las rejeitar as emoções que elas consideram negativas, e como não é possível deixar de sentir as pessoas entram num sofrimento contínuo se cobrando de não sentir o que sentem o que acaba por reforçar um  mal estar. O que o nosso mundo precisa aprender é que as emoções existem e são inevitáveis, mas podemos decidir se iremos reforça-las ou não.  Os pensamentos automáticos são como spams, aparecem na nossa mente sem que possamos evitá-los, mas podemos escolher se iremos abri-los ou deletá-los. Rubem Alves em o decreto da alegria fala de forma figurada sobre isso, que não é possível sentir somente alegria, as outras emoções são necessárias e não podemos nos forçar a não sentir.

A ansiedade é uma emoção muito presente na nossa sociedade. Avaliamos excessivamente os acontecimentos a nossa volta e geralmente superestimamos os riscos. Antigamente as pessoas vivenciavam os fatos da vida de forma mais serena, pois a expectativa de vida era baixa, não existiam remédios adequados,  a morte era uma consequência da vida e cabia às pessoas aceitarem essa ideia por não haver recursos disponíveis para a cura das enfermidades. Hoje com o excesso de pesquisas na área da saúde, novas medicações e avanços tecnológicos acabamos por vivenciar  uma certa sensação de controle e quando sabemos de algum caso  de doença que desafia a ciência experienciamos uma sensação de impotência, e o medo de não termos recursos para enfrentar as dificuldades faz com que criemos uma espiral negativa de perguntas sem resposta como uma tentativa de controlar o futuro e diminuir a nossa ansiedade. Essa tentativa de controle, acaba por nos mostrar a nossa vulnerabilidade frente ao futuro.

Quando nos deparamos com algum tipo de tragédia ou sofrimento e nos empatizamos com a vítima geralmente pensamos algo do tipo: E se fosse comigo?

Esse pensamento por apresentar uma ideia de risco gera ansiedade. O corpo por sua vez reage produzindo vários hormônios entre eles a adrenalina  e oxitocina. A adrenalina prepara o organismo para uma reação rápida de defesa, enquanto que a oxitocina nos predispõem a pedir ajuda e ou aceitar ajuda.  Quando sentimos medo ou ansiedade podemos ter três tipos de reação: Fuga, luta ou paralisação.  Nesse tipo de situação a reação mais comum das pessoas é ficar repensando no fato em si, geralmente se preocupando com o que poderia acontecer, pensando coisas do tipo: Como eu reagiria? Quem ficaria com os meus filhos? E se eu morresse? E se eu sofresse?  Esses pensamentos criam uma hipótese irreal, catastrófica com relação ao futuro o que acaba por gerar mais ansiedade e desconforto. Entretanto, se utilizamos a oxitocina liberada de forma assertiva, iremos tentar ajudar a pessoa em “risco” e essa ajuda normalizará a nossa emoção nos gerando uma sensação de prazer. Portanto, pensar em excesso induz à paralisia, enquanto que ajudar cria solução e traz prazer. Agir nos devolve a sensação de solução, pois ajudar, ou doar dinheiro para a pessoa necessitada, por exemplo, cria a ideia de dever cumprido e problema resolvido. Pesquisas recentes mostram que pessoas solidárias que se envolvem com o voluntariado ou criam conexão com as pessoas na ajuda ao próximo tem menos chances de morrer de infarto frente à uma situação estressante do que as outras pessoas de modo geral.

A decisão de ajudar, portanto faz bem para quem a pratica e para quem recebe a ajuda. A não reação, por sua vez promove mais ansiedade e mais sofrimento. Pensar em fazer o bem e executar esse bem pode ser mais prazeroso do que você imagina. Que tal experimentar essa nova possibilidade ao invés de ficar parado esperando que os outros façam algo por você. Você é o sujeito das suas realizações e da sua mudança. Basta ajudar ao próximo. Doar tempo, dinheiro, afeto, cuidado é algo que você pode controlar e decidir.  Vamos tentar?

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