Driblando o stress

Entrevista TV GLobo- MG TV- 03 de janeiro de 2011.

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Prevenindo a Síndrome do fim de ano


Entrevista na TV Record, programa Hoje em Dia.

Geralmente todo começo de ano as pessoas fazem planejamentos das metas para o ano novo. Entretanto, nem sempre avaliam a viabilidade delas. Quando as metas são fáceis, rapidamente conseguimos cumpri-las o que nos gera satisfação. As metas difíceis demandam mais dedicação, persistência e organização. O não cumprimento das metas detectado no balanço de fim de ano, associado à nostalgia gerada pela proximidade das festas pode acarretar uma tristeza gerada pelas idéias de fracasso, abandono, incapacidade……. Neste momento, reconhecer os nossos méritos mesmo que não tenhamos conseguido cumprir TODAS as nossas propostas ajuda na superação das dificuldades. Colecionar fracassos não colabora para a prevenção destes, muito pelo contrário, enraíza a nossa sensação de ausência de recursos para o enfrentamento de problemas, o que acaba por gerar um ciclo vicioso de pensamentos negativos. Muitas vezes isso que chamamos fracasso pode ser somente o efeito de uma expectativa irrealista para determinada meta. Mas como identificar o que seria realista ou não? Metas realistas são metas viáveis, aquelas que sabemos que temos condições de cumprir. Metas que envolvem terceiros não são realistas, pois dependem de outros, e portanto tornam-se incontroláveis.
Ter ciência da nossa limitação reconhecendo a impossibilidade de perfeição possibilita a valorização de outras conquistas e nos torna mais flexíveis. Essa flexibilidade cognitiva nos direciona ao otimismo realista que nos impulsiona a seguir vivendo de forma mais assertiva.
Que tal flexibilizar só por hoje e criar metas novas e viáveis para 2011? Que tal pensar nos momentos bons que passamos com as pessoas que já não estão mais entre nós, ao invés de ficarmos nos lamentando ou perguntando porque elas não estão mais aqui? Que tal pensarmos que só tivemos um ano ruim, mas que o próximo será melhor?
Quem se propuzer a fazer isso me conte no fim do ano quais foram os resultados.

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Superando a Crise? Uma reflexão após o mar de lama que desceu sobre a região serrana do Rio de Janeiro.

Na última semana o Brasil inteiro acompanhou estupefato, o resultado das chuvas principalmente nos Estados do Rio, Minas e São Paulo. No Rio são mais de 650 mortos, e em Minas são 17 mortos e 82 cidades decretaram situação de emergência. São Paulo, Paraná e Santa Catarina sofreram com os alagamentos. Esses eventos catastróficos que podem envolver ameaça à vida são grandes geradores de crise. Então a pergunta é: como lidar com ela?
Todo ser humano passa por várias situações de crise durante a vida, crise no relacionamento, no trabalho, nos estudos, crise gerada pela morte de um ente querido, e crises geradas por fatalidades, ou desastres naturais como é o caso. Uma crise se caracteriza pela dificuldade ou impossibilidade que uma pessoa encontra em resolver problemas utilizando seus recursos e métodos usuais, o que causa geralmente resultados inesperados sejam eles positivos ou negativos. A crise na maioria das vezes é temporária, mas não é incomum se prolongar ou até mesmo tornar-se uma sobrevida para alguém. O fator de temporalidade contribui para o término da crise, pois entender que esse é um momento difícil que passará, possibilita uma motivação para continuar lutando, o que provavelmente ajuda a vencer as dificuldades com mais facilidade. Ao passo que pensar na crise como uma constante, fará dela parte da nossa vida, o que provavelmente gerará uma desesperança com relação ao futuro podendo causar uma desmotivação para viver. Isso é o que eu denomino sobrevida, estar vivo e não conseguir aproveitar as oportunidades e ou até mesmo rejeitar as soluções que aparecem avaliando-as como “imperfeitas” ou falhas.
Os últimos acontecimentos no Brasil propiciaram que várias pessoas e famílias vivenciassem uma crise. Essas pessoas perderam não só entes queridos, mas perderam suas casas e principalmente seus sonhos. Essa catástrofe gera um desequilíbrio psicológico causado pela constatação do risco real corrido e pela incapacidade de enfrentamento do problema, o que gera ansiedade. É muito comum nessas situações cognições como: “ O que será de mim agora?” ou “Porque Deus foi permitir que isso acontecesse logo comigo?” ou “ O que eu fiz de errado para merecer isso?” .
Essas perguntas são perguntas sem resposta o que gera ainda mais ansiedade e torna o sofrimento circular e acaba colaborando para uma rigidez cognitiva que contribui para o sofrimento.
Mesmo pessoas mais flexíveis e equilibradas não estão isentas de vivenciar uma crise numa situação como essa. É fato que essas últimas têm uma tendência a saírem com mais facilidade da crise, mas isso não é determinante. Erikson dizia que as crises não são necessariamente negativas, mas pontos de crescimento. Quantos testemunhos positivos temos de pessoas que vivenciaram crises?O campeão olímpico de vela Lars Grael é uma dessas pessoas. Ele teve uma perna amputada depois de uma acidente e não apenas voltou a velejar como faz parte, atualmente, da equipe permanente de vela olímpica. O que dizer, então, sobre o pianista João Carlos Martins que perdeu grande parte do movimento das mãos e voltou a tocar e hoje desenvolve um projeto de popularização da música clássica e de inclusão social através da formação musical de jovens carentes e é regente da Filarmônica Bachiana Sesi/SP? Esses são grandes exemplos de superação, de pessoas brilhantes que mesmo após uma crise continuam sendo brilhantes. Mas aí dirão; “eu não sou como eles, então não tenho capacidade de sair da crise”. Mas existe alguém igual a outro alguém? Quantas pessoa “normais” não se tornaram atletas paraolímpicos depois de acidentes? Quantas outras não encontraram um sentido de vida na ajuda humanitária, ou ajuda ao próximo depois de uma perda irreparável e sentem felizes assim.
Podemos sim fazer diferença! Tanto quem ajuda como quem é ajudado. Se a crise for encarada como passageira e nos envolvermos em novos planos de vida, mudamos a nossa realidade e muitas vezes também as realidades dos que nos cercam. É bem verdade que num primeiro momento, criar um sentido de vida, é praticamente impossível, pois a demanda é por necessidades básicas. Mas a solidariedade alheia faz muita diferença para essas pessoas. A ajuda, o conforto e a segurança oferecida por outros direciona a uma estrutura que pode minimizar os danos causados pela tragédia. É pena que muitas vezes essa solidariedade só perdura por algum tempo, mas ela pode ser determinante para que a pessoa ajudada possa superar a crise mais tarde. O comprometimento e solidariedade permitem com que as pessoas se sintam amadas, queridas e especiais, mesmo que elas não tenham tido vínculo anterior com o sujeito da ajuda, o que pode criar uma força interna que os motiva a seguir em frente e agradecer por estarem vivos e ainda quem sabe, algum dia, até mesmo se perceberem fortes, capazes e únicos com uma missão a cumprir?
E quem está fora da zona de risco pode perguntar: E eu com isso? Nós mesmos, expectadores da crise alheia também nos tornamos vulneráveis quando começamos a avaliar se corremos os mesmos riscos que afetaram outros. Se avaliarmos negativamente os nossos recursos de enfrentamento para uma suposta situação podemos nos deparar com uma crise. Compreender que ao nos atormentar com perguntas sem resposta ficaremos mais vulneráveis e inaptos para a solução do problema pode ajudar na mudança de paradigma. Para que perder tempo com o que não se pode responder? Tratemos de nos questionar sobre o que nos compete, o que NÓS podemos fazer. É tudo uma questão de custo e benefício, e escolha. Eu posso escolher me fixar nas perdas ou posso escolher alcançar novos objetivos. Eu posso escolher ajudar e me beneficiar com essa atitude, porque quem ajuda sente-se gratificado pela atitude, ou continuar parado me omitindo levando a vida de sempre. A decisão é nossa.

Dedico este post à Cris Guerra e a tantos outros que tem ajudado pessoas a sair da crise com seu exemplo de superação e vida.

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Pela Paz

Ano novo, vida nova. Quantas vezes já não nos dissemos isso? A realidade é que o ano muda, mas geralmente a nossa vida continua a mesma. Todo fim de ano é a mesma coisa, correria, compras atrasadas, festas, muitas festas…. Não temos tempo para nada. Mas o que seria nada? Penso que o nada seria o próprio ócio, o descanso, curtir a família, os amigos…. Temos tantos compromissos que mesmo o convívio social que deveria estar em alta nessa época, fica comprometido. É claro que nos sentimos bem em poder reencontrar amigos, familiares, e fazermos confraternizações nos locais de trabalho, mas muitas vezes estamos presentes em corpo e ausentes na alma. Ficamos com aquela sensação de que iremos nos sentir melhor quando o ano começar, e enfim conseguirmos um tempinho para viajar e descansar, não é mesmo? Não é incomum nessa época ficarmos mais reflexivos, fazendo um balanço das metas que conseguimos ou não realizar durante o ano.
O novo ano nos impulsiona a criar novas metas e se não tivermos conseguido cumprir as metas do ano que acaba, podemos nos sentir mais melancólicos e culpados, e desmotivados a planejar. No entanto, nem sempre observamos que se nós somos sujeitos pensantes e como tal podemos decidir o que pensar e com isso podemos determinar o que queremos ou não. Podemos começar o ano decidindo pensar nas nossas habilidades, acreditando nas nossas metas, amando os que nos rodeiam e proporcionando alegria. Quem sabe se ao invés de somente desejarmos paz uns aos outros nos comprometêssemos em proporcionar a paz no mundo que nos cerca, um dia de cada vez. Queixamo-nos do que fazem conosco, mas esquecemo-nos do nosso poder, do nosso livre arbítrio, da nossa capacidade de amar, de perdoar, de sermos fonte de mudança para nós e para os que nos cercam.
Talvez se decidirmos amar, promover a paz, por somente um dia, e no próximo dia nos comprometermos novamente com isso, podemos mudar a nossa realidade e realmente fazermos jus ao dito Ano Novo, Vida Nova. Que tal tentarmos? Afinal é só um dia. Um dia de cada vez.
Feliz Ano Novo
Feliz Vida Nova
Feliz decisão, grandes realizações.
São os votos de Renata Borja e Família

Aqui vai um vídeo editado pelo meu irmão Marcelo em 2007, que vale a pena ver e refletir.
Feliz 2011.

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Segredos para uma boa educação. Falta de educação- Bate papo na Rádio América

Fui convidada hoje para um bate papo na rádio América que aconteceu às 13:10 no programa do Adriano Ventura. Também era convidada a consultora de imagem Andrea Azevedo. Achei o tema interessante e de grande valor para os nossos dias atuais e resolvi então partilhar no blog pontos que se tornam cada vez mais urgentes na atualidade.
As cobranças do mundo moderno tem levado as pessoas a uma intolerância coletiva. Cada vez mais as pessoas se agridem no trânsito, no trabalho, no meio familiar e nos outros ambientes que frequentam. As pessoas estão na defensiva, tentando se proteger do mundo ameaçador no qual estão inseridas. Não são incomuns pensamentos como: “Se eu não me impuser as pessoas não vão me respeitar” ou “ é preciso agredir para me fazer ouvido, respeitado”. O sentimento de raiva gerado por essas idéia colabora para uma reação agressiva que acaba por fortalecer a distorção cognitiva inicial, gerando um círculo vicioso. As crianças tem vivenciado essa cadeia o que as faz entender que agredir é um recurso. Portanto se quisermos ensinar os nossos filhos a se comportarem educadamente, precisamos ensiná-los através de gestos e não só com palavras. Para que isso aconteça é necessário que os adultos ajam com mais tolerância uns com os outros e com as próprias crianças. O ser humano merece respeito, mesmo que ele não haja com respeito conosco. Se reagirmos com paciência e tolerância diante uma pessoa nervosa não estaremos dando munição para uma eventual briga e com o tempo o agressor vai baixando a guarda e o entendimento se fará possível.
Que tal pensarmos alternativamente, que talvez a pessoa que nos esteja agredindo não o faz para nos prejudicar, mas porque talvez ela esteja sofrendo e tentando se proteger de um possível mal que exista somente nos pensamentos dela?
Se cada um de nós fizer a sua parte o nosso mundo será melhor. Que tal um sorriso hoje?
OBS: Coloquei o blog da Andrea nos links, pois afinal ter educação é fundamental par quem quer ter etiqueta e se sobressair profissionalmente e socialmente.

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