A urgência da discussão sobre a moralidade para uma possível reconstrução da psique coletiva brasileira.

A discussão sobre a imoralidade na condução dos interesses públicos no Brasil é uma questão premente e o conhecimento de suas causas torna-se imprescindível para combatê-la. O povo brasileiro está condicionado inconscientemente por um processo histórico, social e cultural que propicia a continuidade dos vícios políticos. A abertura do brasileiro à autocrítica, que poderia possibilitar mudanças, paradoxalmente contribui para a manutenção do problema em face da baixa estima e conseqüente passividade. Torna-se assim, necessário que lideranças hábeis gerem na população a confiança acerca da possibilidade de mudança, o que alterará paulatinamente os padrões vigentes da psique coletiva. Os meios de comunicação são grandes aliados para rompimento desse ciclo vicioso. Enfatizar ações íntegras e afirmar a capacidade de superar obstáculos aumentaria a auto-estima da população, possibilitando o surgimento de novo sentido de vida que ajudaria a substituir as imagens negativas, em prol de posturas mais positivas e nem por isso menos realistas. Esse processo de reconstrução do inconsciente coletivo nacional demandaria tempo esforço e fé de líderes genuínos, capazes de gerar o orgulho de sermos brasileiros.

Tive o prazer de ser convidada para escrever este texto que foi utilizado como contracapa do livro: A abordagem multidisciplinar sobre a moralidade no Brasil, coordenado por Célia Pimenta Barroso Pitchon, lançado pela editora Del Rey em 17 de novembro de 2009. Esse livro é o resultado de palestras multidisciplinares oferecidas pelo Movimento das Advogadas Mineiras, e hoje e sempre esse assunto se torna cada vez mais urgente. Vale a pena ler.

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Você é Perfeccionista? Saiba como combater esse mal.

SE VOCÊ …
– tenta ser perfeito a qualquer custo.
– morre de medo de fracassar.
– se culpa e se cobra demasiadamente quando algo que executou não dá certo, generalizando esse erro para as outras áreas da sua vida.
– precisa da aprovação das pessoas para se sentir aceito, amado e seguro de si.
– é escravo dos seus êxitos e arrisca-se menos por medo de errar, adia ou até mesmo deixa de fazer algo para não se frustrar por não ter feito “perfeitamente”.
– pensa que acertar não é mais do que sua obrigação e focaliza sua atenção apenas no resultado final.
– diante de um 9,5 pensa no -0,5 que deixou de tirar e se esquece da boa nota que alcançou.
-tem dificuldade de delegar tarefas, pois, acredita que os outros são incapazes de executá-las como você.
– conduz a vida no que acha que você e/ou os outros “deveria(m)” ter feito, infringindo a si e aos outros, regras rígidas permeadas pela falsa crença de que somente os seus pensamentos estão certos.
– tem dificuldades de lidar com imprevistos e avaliar as prioridades.
Se você se identificou com as características acima, então, provavelmente você faz parte do grupo de perfeccionistas que representa 20% da população. Você aprendeu com a sociedade moderna que somente seria valorizado pelos outros pelo que realizasse, aparentasse e conseguisse, e não pelo que você realmente é. Essa distorção presente na nossa sociedade materialista, cuja meta é o êxito, tem criado uma superficialidade nas relações gerando um grande vazio causado pela ausência da espiritualidade e dos valores. Mas sempre há tempo para buscarmos a saída desse processo devastador que pode até mesmo levar a depressão.
Sugestões para combater o problema:

– Faça o melhor que pode e se esforce, mas não se cobre de obter o resultado esperado. Quando esse resultado não acontecer lembre-se do seu esforço para reforçar a sensação de dever cumprido.

-Perceba que todos têm limitações em determinadas áreas e isso não faz ninguém inferior, nem menos capaz e que o fato de não ser bom em tudo não é uma falha. Isso é o natural.

– Relaxe, analise suas metas e veja se elas são executáveis por você.

-Invista nas suas habilidades e caso não seja bem sucedido em algo, mesmo se esforçando, não desanime e veja que isso é um caso isolado e não uma regra na sua vida, prenda-se as suas vitórias.

– aprenda com seus erros, ao invés de se martirizar pelo que não fez. Erros podem ser um caminho para o sucesso.

– Não se deixe paralisar pelos seus medos. Confronte-os se perguntando o que de pior poderia acontecer e veja que os medos nos atrapalham a alcançar nossos objetivos.

– Divirta-se durante a execução, ao invés de só focar resultado.Lembre-se que a obsessão pelo sucesso é uma das causas de ansiedade e stress que contribui para os insucessos.

– lembre-se que o “deveria” já passou .

– saiba que ninguém vai achar você pior se falhar, mas vão percebê-lo uma pessoa mais humana o que provavelmente as fará mais próximas de você.

– é melhor fazer algo mediano do que não fazer nada.

– seja mais otimista. Foque mais nas suas habilidade e recursos.

– delegue mais, mesmo que as coisas não saiam como você espera. Você terá mais tempo para investir em outras áreas, inclusive no seu lazer.

– Avalie melhor os seus desejos e foque na sua ação para executá-los e não no resultado em si.

– retome seus valores e procure fazer o bem. Ajudar o próximo ajuda a dar sentido à vida e traz a sensação de realização.

Assim você perceberá que o valor está em se permitir ser genuíno. Faça isso o quanto antes e colha os frutos dessa mudança.

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Os vícios – entrevista para TV Globo, dia 13/10/10

Veja a entrevista.

O vício é um sintoma de um quadro disfuncional primário. Diante de um estímulo interno ou externo o sujeito recorre ao uso de substâncias como uma tentativa de regular o humor. O vício é uma atitude compensatória que contrariamente a meta inicial da pessoa acaba por agravar os problemas que o causaram. Para entender melhor: Suponhamos que uma pessoa tenha uma crença que é inferior às outras pessoas e se sinta triste por causa disso, quando ela entra em contato com uma droga ou bebida e se sente mais forte, ela pode entender que o uso da droga é a resposta para os seus problemas. No entanto, esse uso fará com que essa pessoa se sinta cada vez pior sem a droga pois a sociedade rejeita o usuário e isso evidenciará a sua idéia de inferioridade o que acaba por favorecer o uso. Mas o uso continuado piora esses problemas criando um círculo vicioso. As crenças facilitadoras, ou permissivas acabam por determinar ou não um vício. Crenças como: “A cocaína melhora a minha criatividade”, “O trabalho é minha única fonte de prazer”, “No mundo virtual as pessoas são mais amigas”, “quanto mais eu me exercitar fisicamente mais as pessoas vão gostar de mim”, “o jogo vai me fazer ficar rico” são crenças facilitadoras para o vício de cocaína, trabalho, internet, exercícios físicos e jogos de azar. Essas crenças dão uma falsa idéia de que o vício é positivo o que colabora para a perpetuação do mesmo. No entanto, mesmo que uma pessoa tenha uma predisposição biológica para o vício, se ela tiver uma crença facilitadora para o não uso de drogas ela vai acabar por rejeitar a oportunidade de experimentação: “é melhor não experimentar, pois eu posso gostar e isso não seria bom para mim” e com isso não se entregará ao vício. A pessoa viciada tem grande dificuldade de reconhecer o problema e por isso geralmente vem trazidas ao consultório por intermédio de familiares e amigos. Quanto antes for diagnosticado o vício melhor.

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Hobby- TV Horizonte- Caleidoscópio

Ver entrevista:


O hobby tem grande valia no que se refere ao bem estar e a melhoria do autoconceito que ele pode gerar. Na nossa sociedade atual as pessoas estão cada mais apressadas e não percebem que estão se distanciando cada vez mais da sua essência. Buscam incansavelmente respostas para as suas angústias no dinheiro, no poder, no sucesso profissional, esquecendo-se muitas vezes que a felicidade é feita de pequenas alegrias por nós produzidas. Um hobby pode ser uma dessas alegrias. Se ele vier acompanhado de um sentido, coerência e bem ao próximo o seu efeito benéfico pode ser ainda maior. Sentir-se útil ajuda nos motivando num círculo virtuoso que nos faz sentir orgulhosos de nós mesmos. O hobby também pode ser uma forma de descanso se bem administrado, pois funciona como um lazer. O ideal seria se conseguíssemos conciliar de forma assertiva todas as áreas da nossa vida: trabalho, exercício físico, relacionamentos familiar e social, lazer, espiritualidade, descanço…. O equilíbrio não gera cansaço. Mas se excedermos em algumas dessas áreas em detrimento de outras, aí sim poderíamos nos deparar com alguma(s) disfuncionalidade(s).

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Epidemia de obesidade?

Entrevista para a Revista Encontro de outubro de 2010.

A psicóloga Renata Borja usa a técnica da terapia cognitiva para tratar adolescentes que precisam emagrecer.

Clique sobre a imagem para ampliar e ler a reportagem.

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