A arte da superação

Em maio deste ano concedi uma entrevista à revista Star para a reportagem de capa. O repórter Ronildo Jesus foi absolutamente feliz na escolha do tema para a reportagem: a superação. A reportagem ficou linda e por isso compartilho com vocês agora.a arte da superação reportagem

Superar obstáculos não é tarefa fácil, mas também não é impossível. Muitas pessoas se paralisam diante do difícil e traduzem o difícil em impossível o que é paralisante. Exemplos de pessoas que fizeram o contrário são mais raros mas exemplificam o poder da nossa mente sobre as nossas emoções e comportamentos. Se diante de um determinado evento entendemos que não há nada que se possa fazer para melhorar a situação, nos sentiremos tristes e provavelmente desmotivados para buscar alguma solução. Mas se eu pensar que isso é difícil e que eu vou fazer o meu melhor para sair dessa situação, eu provavelmente encontrarei motivação e força para melhorar a minha realidade. Pessoas que superaram dificuldades em algum momento decidiram não se dar por vencidas e com essa decisão encontram uma força descomunal para lutar. É preciso uma dose de otimismo associado a um desconforto com a própria condição.  É ter a certeza que se pode mais e se esforçar para isso. Um otimismo irrealista poderia até dar esperança, mas não dá motivação para a luta, enquanto que o pessimismo não proporciona nem esperança nem motivação. A dosagem certa é que promove o equilíbrio e a solução.

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Curso de terapia Cognitiva em BH


A Dra Ana Maria Serra diterora do ITC e uma das precursoras da Terapia Cognitiva no Brasil, promoverá em BH nos dias 1,2,3 de julho um curso de Introdução à Terapia Cognitiva. Compartilho com vocês as informações. Como sou a coordenadora deste curso para BH em caso de dúvidas estou disponível para contato:

INSTITUTO DE TERAPIA COGNITIVA
www.itcbr.com
Tel: (11) 4083.2555 | FAX: (11) 5081-1519

Prezada(o) Profissional,

O ITC – Instituto de Terapia Cognitiva é uma organização profissional e científica, dedicada ao desenvolvimento da Terapia Cognitiva como um modelo aplicado de psicoterapia e uma disciplina científica. O ITC oferece anualmente uma programação intensiva de atividades na área de Terapia Cognitiva, entre as quais destacamos o curso:

Curso Intensivo de Introdução à Terapia Cognitiva em Belo Horizonte
24 horas

OBJETIVO: O Curso, de caráter informativo, apresentará a Terapia Cognitiva, como um sistema de psicoterapia cientificamente fundamentado, que integra o modelo cognitivo de personalidade e de psicopatologia a um conjunto de princípios, técnicas e estratégias terapêuticas. O Curso enfatizará especialmente a ampla aplicação do modelo cognitivo a várias áreas de especialidade, complementado por uma introdução à literatura especializada. Abordará ainda as características definidoras dessa nova e inovadora abordagem, enfatizando aspectos históricos, metodológicos e epistemológicos.

DESTINADO A: profissionais, estudantes e residentes das áreas de saúde e saúde mental

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: Bases históricas e inserção no cenário contemporâneo das psicoterapias. Aspectos metodológicos e epistemológicos, e pontos de convergência com outras abordagens, em particular, o behaviorismo e a psicanálise. Princípio básico da TC. Modelo cognitivo de desenvolvimento da personalidade e de instalação e manutenção de psicopatologias. Técnicas e estratégias terapêuticas. Conceituação cognitiva. Estrutura das sessões e do processo terapêutico. Apresentação da literatura especializada.

DATA:

1, 2 e 3 de julho de 2011, das 9:00 às 17:30 horas

CARGA HORÁRIA:

24 horas.

LOCAL :

Hotel Mercure BH Minascentro
Rua dos Guajajaras, 885
CEP 30180 – Belo Horizonte, MG.

SOBRE A PALESTRANTE:

Ana Maria M. Serra, PhD (CRP 06-48738/6) – Psicóloga e Especialista em Psicologia Clínica.
PhD em Psicologia e Especialista em Terapia Cognitiva pelo Institute of Psychiatry da Universidade de Londres, Inglaterra, onde atuou como membro da Clínica de Terapia Cognitiva do Maudsley Hospital e como Instrutora do Centro de Treinamento em TC. Mestre pela Universidade de Illinois, EUA. Professora Recém Doutora, financiada pelo CNPq, no Departamento de Psiquiatria da Escola de Medicina da UNICAMP, entre 1996 e 1998. Fundou em 1998 o ITC – Instituto de Terapia Cognitiva, o primeiro de seu gênero no país, que atua nas áreas de treinamento de profissionais, clínica, pesquisa, consultoria e coaching cognitivo. Autora de inúmeras publicações na área, vem-se dedicando ao treinamento de profissionais através de palestras e cursos no Brasil e no exterior. Criadora e Coordenadora do Curso de Especialização em TC, credenciado pelo CFP-Conselho Federal de Psicologia, em seu 10º. ano de oferecimento, nas áreas de concentração de adultos ou de crianças e adolescentes. Fundadora e atual Presidente Honorária da ABPC- Associação Brasileira de Psicoterapia Cognitiva. Membro de várias instituições, como a BPS – British Psychological Society, APA-American Psychology Association, IACP – International Association for Cognitive Psychotherapy, SBP-Sociedade Brasileira de Psicologia, IEPA-International Early Psychosis Association.

VALOR:

R$ 720,00 à vista; ou em 4 parcelas de R$ 200,00.
Descontos para grupos. Consulte-nos.

INFORMAÇÕES e INSCRIÇÕES:

ITC – Instituto de Terapia Cognitiva
Av. Fagundes Filho, 145 – Cjs. 131/132
CEP: 04304-010 – São Paulo, SP

• Telefone: (11) 4083.2555
• E-mail: coordenacao@itcbr.com
• Site: http://www.itcbr.com/curso_intensivo_bh.shtml

Coordenadora em BH:
Renata Borja P. Ferreira de Mello, Psicóloga
• Telefone: (31) 8843-0252
• E-mail: renata@renataborja.com.br

CONTATOS LOCAIS:

Cida Lopes
(31) 9955-6844

Danielle Fanni Dias
(31) 8302-0775

Eduardo Laender
(31) 9732-5153

Eliana Biasoli – Uberlândia
(34) 9976-1567

Eliana Soares Bueno
(31) 9791-7133

Jacinta Bastos
(31) 8404-5932

Jane Meire Azevedo – Região Centro-Oeste (Bom Despacho, Nova Serrana, Divinópolis)
(37) 3226-3290 / 9915-7954
Mariana Ximenes – Três Pontas e Varginha
(35) 9906-1915

Patrícia Quaresma Ragone
(31) 3337-1737

Renata C. Moreira de Souza Coelho
(31) 3373-4647 /8858-5410

Rosimar Delgado
(31) 8334-8141

Simone Miranda
(31) 9208-2187

Tiago Couto Bicalho – IItabira
(31) 8835-8748

Vera Lúcia Paisano Cota – Coronel Fabriciano
(31) 9988-9757

Aguardamos o prazer de contar com sua participação em nossas atividades.

Atenciosamente,
Ana Maria Martins Serra

ITC – INSTITUTO DE TERAPIA COGNITIVA
Av. Fagundes Filho, 145. Conjs.131/132. CEP: 04304-010 – São Paulo/SP
Site: http://www.itcbr.com | E-mail: contato@itcbr.com
Tel: (11) 4083.2555 | FAX: (11) 5081-1519
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Aprendendo a ser feliz

Eu sempre achei que as pessoas deveriam ser mais solidárias e menos egoístas, que o mundo deveria ser mais justo, que as pessoas deveriam respeitar umas as outras e que amar deveria ser no mínimo uma obrigação a ser cumprida por todos. Todas as vezes que eu via alguém sendo injustiçado eu partia em defesa dele, muitas vezes sem medir as conseqüências de tal ato. Quando me sentia desrespeitada ou pensava que estava sendo passada para trás eu logo partia para a briga entendendo que se eu agisse dessa forma faria com que as pessoas me respeitassem, me ouvissem e me dessem razão. No entanto, o que colhi com essas atitudes foram interpretações distorcidas acerca da minha pessoa e das minhas intenções, além do não respeito e uma certa esquiva das pessoas em algumas situações.
O engraçado é que mesmo os meus objetivos e minhas regras de convivência não sendo cumpridos eu ainda tinha a sensação de estar sendo feita a justiça. Eu muitas vezes nem me apercebia de o quanto consumida ficava pela raiva e rejeitava ver o mau que me fazia tal sentimento. A sorte é que essas situações não eram uma constante, senão eu estaria sem amigos e sozinha.

Assim como eu muitas pessoas agem quase que impulsivamente querendo impor o que acham de direito, entendendo que o mundo “deveria” agir e ser da forma como elas entendem que seria o certo.  No entanto, percebo que a obrigação estipulada pelas palavras “deveria” ou “tinha” estava me consumindo de tal forma que nem mesma, muitas vezes, conseguia cumprir as minhas próprias regras. Eu Posso querer ou desejar a solidariedade, o respeito, e o amor mas não posso obrigar as pessoas a agirem dessa forma. É preciso entender que se quero que o outro seja solidário tenho que ensiná-lo, mostrar-lhe as vantagens de tal atitude e não obrigá-lo. Pois se quiser obrigá-lo ele provavelmente resistirá e continuará cada vez mais egoísta. Se eu quero que as pessoas me respeitem e sejam justas comigo, é preciso respeitá-las ao invés de brigar, pois brigando estarei desrespeitando-as e assim elas nunca me darão ouvidos. É possível que mesmo agindo assim ainda nos deparemos com a resistência de muitos, mas pelo menos eu ficarei com a sensação de dever cumprido, só que sem ter que lidar com inimizades.

A palavra “deveria” funciona na nossa cabeça de forma a nos dar uma falsa sensação de controle sobre o outro o que nos faz agir exigindo o cumprimento de uma regra nossa pelo outro. Quando trocamos a palavra “deveria” pela palavra “gostaria” ficamos mais realistas, pois reconhecemos a possibilidade do outro não pensar como nós. O gostaria é um desejo e não uma obrigação e com isso o fardo se torna mais leve para nós.
Esse não é um exercício fácil, mas é um exercício muito útil e recompensador. Quanto mais eu faço essa troca mais perto dos meus objetivos eu chego e me sinto feliz por isso. Podemos lutar por um mundo melhor sem precisar brigar, espernear e agredir. Pois a agressão não torna nada melhor só piora. Não precisamos agredir sempre que queremos nos defender. Isso não significa que não podemos nos indignar. Podemos sim ficar indignados e fazendo a nossa parte. Pois se deixássemos de nos indignar com a roubalheira e falta de ética dos nossos políticos, por exemplo, estaríamos dando a eles um aval para agirem cada vez mais sem responsabilidade. Podemos nos indignar, agindo assertivamente, buscando a solução que nos cabe, sem a expectativa sobre o outro, fazendo a nossa parte, divulgando os bons e enaltecendo esses tipos de comportamento, premiando as boas ações e apenas noticiando sobre os maus, sem grande alarde.
Só para concluir vou colar um email que recebi esses dias:
” SER FELIZ OU TER RAZÃO ? ”

Para reflexão…
Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro.. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber: – Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais… E ela diz: – Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

MORAL DA HISTÓRIA:

Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência: ‘Quero ser feliz ou ter razão?’ Outro pensamento parecido, diz o seguinte: ‘Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam.

Eu já decidi… EU QUERO SER FELIZ e você?

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Por um mundo melhor

Na quinta feira há duas semanas, eu tinha sido convidada para dar uma entrevista sobre bullying no canal BH news, (um novo canal da TV a cabo) quando fomos surpreendidos com a notícia de que um homem tinha invadido a escola que estudara quando criança e matado várias pessoas. Imediatamente me perguntaram se podíamos mudar a pauta da entrevista e eu me disponibilizei para isso. Neste momento ficou claro para mim o quanto as pessoas e a mídia se mobilizam em torno de uma tragédia. Entendi que nestes momentos ficamos nos questionando quais teriam sidos os motivos para alguém cometer tal atrocidade. Talvez esses questionamentos sirvam para analisarmos os riscos e avaliarmos as nossas condições de enfrentamento no caso de sermos acometidos por uma situação dessas. Convém lembrar que a ampla cobertura do caso acirra ainda mais a vulnerabilidade das pessoas gerando uma onda de ansiedade na população, pois não temos com controlar o pensamento e as atitudes das outras pessoas e isso nos faz vulneráveis. Dessa forma as nossas perguntas em nada nos ajudam, pois não conseguiremos através delas evitar que algo de ruim nos aconteça. Por outro lado esse sensacionalismo pode fazer com que algumas pessoas se identifiquem com o perfil e história do assassino o que poderia contribuir para o aumento da violência.
Penso que deveria existir uma lei que proibisse o exagero nestes casos. Qual o beneficio de determinar o perfil do assassino? Isso amenizaria a dor dos familiares? Poderia impedir outros problemas como esses no futuro? Porque o nosso questionamento geralmente gira em volta do negativo com perguntas sem respostas?
Não seria mais benéfico investirmos em perguntas que possam ter respostas?
Distribuir gentileza, ser afetivo, amoroso ou tirar boas notas é brega.  O legal é zoar com a cara dos outros para ser forte e ser admirado? Os bons e sensíveis sentem-se com freqüência injustiçados quando o colega rouba a merenda e nada acontece com ele. Nessa ótica, qual seria a vantagem de ser bom? O bom fica sem merenda e sem amigos? Com esses conceitos invertidos, como podemos exigir a paz?
As crianças desde cedo aprendem que o bom é tirar vantagem dos outros, e que burro é aquele que não sabe colar, ou que faz o trabalho para os outros colegas.
Se queremos um mundo melhor podemos começar por nós, nas nossas atitudes. Não compensa esperar que políticos se tornem honestos, ou que não exista mais violência no mundo, pois isso não podemos controlar. Mas os nossos pensamentos são determinantes para as atitudes positivas. Deixemos as perguntas sem resposta de lado e vamos pensar no que pode gerar mudança. Quais são os exemplos positivos que podemos seguir? Vamos ensinar as crianças a respeitarem os coleguinhas a se sentirem orgulhosos por serem bons, mesmo que isso seja diferente. Ser bom é ser mais forte, mesmo que não pareça assim inicialmente. Vamos ensinar que ser diferente e bom é a única saída. Vamos dar recursos para que os pequenos não se sintam intimidados diante de uma ameaça, mas fortes por saberem o que é certo. Vamos dar bons exemplos, pensar e agir com mais tranqüilidade. Vamos nos preocupar em amar e não em receber amor. Amar podemos controlar, mas o amor que iremos receber não. Então façamos o que cabe a nós ao invés de ficarmos paralisados aguardando as atitudes dos outros.
Tem uma música do Antônio Júlio, meu amigo, (do Tia Nastácia) que eu adoro e está sempre atual. Chama-se: Aonde tem amor. É LINDA! VALE OUVIR.

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Entrevista Terapia cognitiva- Jornal O Tempo

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