Os vícios – entrevista para TV Globo, dia 13/10/10

Veja a entrevista.

O vício é um sintoma de um quadro disfuncional primário. Diante de um estímulo interno ou externo o sujeito recorre ao uso de substâncias como uma tentativa de regular o humor. O vício é uma atitude compensatória que contrariamente a meta inicial da pessoa acaba por agravar os problemas que o causaram. Para entender melhor: Suponhamos que uma pessoa tenha uma crença que é inferior às outras pessoas e se sinta triste por causa disso, quando ela entra em contato com uma droga ou bebida e se sente mais forte, ela pode entender que o uso da droga é a resposta para os seus problemas. No entanto, esse uso fará com que essa pessoa se sinta cada vez pior sem a droga pois a sociedade rejeita o usuário e isso evidenciará a sua idéia de inferioridade o que acaba por favorecer o uso. Mas o uso continuado piora esses problemas criando um círculo vicioso. As crenças facilitadoras, ou permissivas acabam por determinar ou não um vício. Crenças como: “A cocaína melhora a minha criatividade”, “O trabalho é minha única fonte de prazer”, “No mundo virtual as pessoas são mais amigas”, “quanto mais eu me exercitar fisicamente mais as pessoas vão gostar de mim”, “o jogo vai me fazer ficar rico” são crenças facilitadoras para o vício de cocaína, trabalho, internet, exercícios físicos e jogos de azar. Essas crenças dão uma falsa idéia de que o vício é positivo o que colabora para a perpetuação do mesmo. No entanto, mesmo que uma pessoa tenha uma predisposição biológica para o vício, se ela tiver uma crença facilitadora para o não uso de drogas ela vai acabar por rejeitar a oportunidade de experimentação: “é melhor não experimentar, pois eu posso gostar e isso não seria bom para mim” e com isso não se entregará ao vício. A pessoa viciada tem grande dificuldade de reconhecer o problema e por isso geralmente vem trazidas ao consultório por intermédio de familiares e amigos. Quanto antes for diagnosticado o vício melhor.

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Hobby- TV Horizonte- Caleidoscópio

Ver entrevista:


O hobby tem grande valia no que se refere ao bem estar e a melhoria do autoconceito que ele pode gerar. Na nossa sociedade atual as pessoas estão cada mais apressadas e não percebem que estão se distanciando cada vez mais da sua essência. Buscam incansavelmente respostas para as suas angústias no dinheiro, no poder, no sucesso profissional, esquecendo-se muitas vezes que a felicidade é feita de pequenas alegrias por nós produzidas. Um hobby pode ser uma dessas alegrias. Se ele vier acompanhado de um sentido, coerência e bem ao próximo o seu efeito benéfico pode ser ainda maior. Sentir-se útil ajuda nos motivando num círculo virtuoso que nos faz sentir orgulhosos de nós mesmos. O hobby também pode ser uma forma de descanso se bem administrado, pois funciona como um lazer. O ideal seria se conseguíssemos conciliar de forma assertiva todas as áreas da nossa vida: trabalho, exercício físico, relacionamentos familiar e social, lazer, espiritualidade, descanço…. O equilíbrio não gera cansaço. Mas se excedermos em algumas dessas áreas em detrimento de outras, aí sim poderíamos nos deparar com alguma(s) disfuncionalidade(s).

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Epidemia de obesidade?

Entrevista para a Revista Encontro de outubro de 2010.

A psicóloga Renata Borja usa a técnica da terapia cognitiva para tratar adolescentes que precisam emagrecer.

Clique sobre a imagem para ampliar e ler a reportagem.

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Os limites da vaidade infantil

Ver vídeo: Vaidade infantil – Programa Tudo de Bom- Band

É normal que a criança queira imitar a mãe e mulheres que admira e isso pode ser saudável se for moderada e principalmente se a demanda inicial partir da criança. Quando a criança pega o batom da mãe, como uma brincadeira, para passar eventualmente ou  pinta as unhas durante uma festinha, não há problema. O problema geralmente se dá por intervenção dos adultos, quando a criança é muito estimulada a ser vaidosa gerando até uma saída precoce da infância. A nossa sociedade atual tem apresentado uma inversão de valores aonde o que se aparenta ser  é mais valorizado do que o que realmente se é. A preocupação com as aparências tem levado mais pessoas à depressão. Quando uma criança entende que a mãe e outros à sua volta a valorizam por apresentar um comportamento sexualizado ou mais adulto, essa criança entende que se ela não for bonita e sedutora ela não será amada e nem aceita, e isso poderá comprometer sua auto-estima resultando em sérios problemas na vida adulta. Muitas vezes os pais entendem que se incentivarem esse tipo de comportamento estariam ajudando seus filhos a terem auto-estima e a serem mais aceitos pela sociedade. No entanto, o que acontece na maioria das vezes é o contrário, pois essa criança começa a ter uma auto- imagem distorcida  por não ter sido estimulada a gostar de si, estando ou não estando dentro dos padrões estéticos disseminados. Caso isso ocorra ela poderá se tornar uma pessoa vazia que superestima as ameaças externas e não confia nos próprios recursos, o que colabora para a depressão, transtorno de ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo, transtornos alimentares, entre outros… O equilíbrio está em valorizar a criança nas suas qualidades e incentivá-la a ser autônoma proporcionando a possibilidade dela se sentir amada, valorizada e aceita pelo que é e não pelo que teria que demonstrar.

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