Informativo da Associação Brasileira de Psicologia Cognitiva

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Curso de Terapia cognitiva

                                       Curso de Terapia cognitiva em BH em 2 módulos.

Apresentarei a estrutura da Terapia Cognitiva, assim como técnicas e intervenções.

Datas:

Módulo 1:        22/02/2013 a 23/02/2013 (de 08:00h às 18:00h)

Módulo 2:        22/03/2013 a 23/03/2013 (de 08:00h às 18:00h)

 

Público-alvo:    Psicólogos e estudantes de psicologia

Carga horária: 40 horas/aulas 

                                                                   Presencial

 A Terapia Cognitiva, criada por Aaron Beck, por ser cientificamente fundamentada e apresentar bons resultados em um curto espaço de tempo, vem sendo frequentemente indicada por médicos, e outros profissionais da área da saúde para o tratamento da depressão, ansiedade e demais transtornos. A TC propõem que os nossos sentimentos e comportamentos não são influenciados ou determinados pelo fato vivenciado, mas pela forma como processamos ( compreendemos) esse evento. A TC é um processo terapêutico estruturado que utiliza o questionamento socrático como uma ferramenta que permite acesso ao conteúdo inconsciente de forma racional e diretiva, visando corrigir possíveis distorções que distanciam o sujeito das suas metas.  

 

Objetivo: O curso pretende apresentar ao profissional de psicologia a história da TC e seu principio básico, assim como a estrutura do processo e técnicas terapêuticas cognitivas e comportamentais. Serão feitas algumas dinâmicas no intuito de oferecer exemplos da prática e uma pequena vivência da intervenção terapêutica. 

 Unidades de Estudo

 – História da TC
– Principio Básico da TC
– Estrutura do processo
– Estrutura de sessão
– Metodologia e epistemologia
– Conceituação cognitiva
– Técnicas e estratégias terapêuticas
– Exemplos práticos e treinamento de intervenções
– Aplicação do modelo cognitivo para a depressão e ansiedade

Ministrante:

Renata Borja Pereira Ferreira de Mello – CRP/04 13403

Graduada em psicologia pela Fumec com especialização em Terapia Cognitiva pelo Instituto de Terapia Cognitiva de São Paulo (ITC), onde exerce atualmente a função de supervisora do curso de especialização. Participou de curso no Instituto Beck na Filadélfia, que teve a presença da Dra. Judith Beck, Dra. Leslie Sokol e do próprio Dr. Aaron Beck, criador da terapia Cognitiva. Afiliada e atual Representante do Estado de Minas Gerais e editora do boletim informativo da ABPC (Associação Brasileira de Terapia Cognitiva). Especialista em clínica reconhecida pelo CRP, com mais de 500 pacientes atendidos. Professora do curso “Orientação para os cuidados com a criança- Baby Sitter. Educando educadores: desenvolvimento da criança do útero materno aos 3 anos”. Responsável pela pesquisa: “Causa de Acidentes em Crianças”, no HPS João XXIII. Graduada em Letras pela UFMG foi selecionada como finalista no Concurso Nacional de Literatura Cidade de Belo Horizonte e escreveu a contra-capa do livro: “Abordagem Multidisciplinar da Moralidade no Brasil (2009). ”

              Local de Realização

Sede Ciclo CEAP – Av. do Contorno, 4852, 9° andar, Funcionários | Belo Horizonte (MG) – Cep.:30.110-032

         Informações

Para mais informações Acesse: http://www.cicloceap.com.br/portal/curso/terapia_cognitiva/340

 

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E o mundo não acabou…… FELIZ 2013!

A última previsão para o fim do mundo falhou como todas as outras. Nem mesmo o povo Maia tão avançado para seu tempo e tão sábio no que se refere a conhecimento do Universo conseguiu prever com exatidão o nosso fim. Na realidade, eles não previram um fim, apenas produziram um calendário que terminava no último dia 21. Nós é que interpretamos isso como uma evidência de que o fim do mundo aconteceria nesta data.
Fico me perguntando por que nós seres humanos queremos tanto saber sobre o futuro, já que nenhuma dessas previsões catastróficas de fim se concretizou até hoje. Essa idéia de fim de mundo já é bem antiga e existem evidências de que em vários momentos do passado os nossos antepassados acreditaram num fim de mundo durante seu período de vida. Que o mundo vai acabar um dia, isso é um fato provável, e de que adianta prever quando? A imprensa noticiou pessoas que estavam se prevenindo estocando comida para caso o mundo acabasse. Como assim? Se o mundo tivesse acabado mesmo de que adiantaria ter feito um estoque preventivo? Não iríamos todos morrer????? Para aqueles que acreditavam no fim do mundo, não teria sido melhor ter tirado férias e/ou ficado mais tempo com a família, amigos, curtindo os últimos momentos juntos ao invés de perder tempo se precavendo para o fim do mundo em que todos morreriam mesmo?
Estamos caminhando para 2013 e quem está lendo este post ainda está vivinho da Silva. Ainda bem! Já que sobrevivemos, ainda temos tempo de fazer o nosso mundo melhor antes que ele acabe. Podemos mudar as nossas cognições de forma que elas nos ajudem ao invés de nos fazerem perder tempo com coisas sem sentido. Preocupação não nos ajuda, muito pelo contrário, mas ocupar-nos resolvendo problemas, ou pelo menos TENTAR e ARRISCAR nos traz uma alegria enorme e a sensação de dever cumprido, mesmo que as nossas metas não tenham sido completamente realizadas. E foi acreditando nisso que tive um 2012 fabuloso e repleto de realizações. Quero agradecer a todos que estiveram comigo este ano. Aos meus amigos e familiares, meus pais, irmãos, meu marido e filhos que acreditam, me incentivam e se orgulham das minhas “loucuras” por um mundo melhor. Aos meus vizinhos que compraram a briga junto comigo contra a violência, injustiça, trânsito caótico, má conservação do nosso bairro e cidade. Aos vereadores, polícia e autoridades que apoiaram a nossa causa e tem nos ajudado na resolução de alguns dos nossos problemas. Às pessoas que me procuram no consultório e me possibilitam poder ajudá-las e que me ensinam a cada dia a ser uma pessoa melhor. Às minhas clientes no bazar que me ajudam a colaborar com o Precioso Padre Airton Freire, criador da Fundação Terra, que tirou as pessoas do lixo e criou uma nova comunidade no sertão de Pernambuco. Aos meus funcionários, parceiros comerciais, prestadores de serviço e a todos os outros que de alguma forma estiveram comigo em 2012 contribuindo para esse desfecho produtivo. Desejo a todos um Natal Maravilhoso e que Cristo possa renascer cada dia no coração de cada um trazendo paz, alegria, saúde e, principalmente, vontade, motivação e força para caminharmos juntos fazendo o bem. Desejo a todos que o dia 21 de dezembro de 2012 marque o fim de um mundo individualista, violento, egoísta, frio, competitivo, consumista. Que em 2013 as pessoas se tornem mais honestas, amorosas, comprometidas, generosas, amigas, justas, cidadãs. A começar por nós mesmos. Feliz Natal! Um Maravilhoso 2013!

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Pensar, tentar, lutar e arriscar para transformar

Semana passada recebi o relato de um pai, cidadão israelense pela internet que me emocionou muito. E resolvi, portanto, compartilhar as minhas impressões. Eu sempre acreditei que pequenas ações podem se tornar grandes e que nós sempre podemos contribuir por um mundo melhor. Penso que a união de pessoas de bem pode sempre se sobrepor ao poder. Essa idéia vem como uma confirmação do meu último post: Vulnerável sim, e daí? Neste post anterior eu defendo que o fato de sermos vulneráveis não poderia, nem deveria nos paralisar. Somos limitados sim! Mas se nos acomodarmos nesta limitação e não nos arriscarmos ficaremos mais limitados ainda.
Podemos e devemos lutar por algo que acreditamos ser o melhor, mesmo que isso muitas vezes possa não trazer grandes resultados. Não podemos controlar o mundo, as pessoas
à nossa volta, nossos amigos, nossos pais, nossos filhos, mas podemos controlar as nossas atitudes. Podemos decidir amar, mesmo que o outro que esperamos que nos ame não saiba como fazê-lo. Se não tentarmos sair dos nossos casulos por medo de fracassar ou de ninguém nos acolher, nada mudará e permaneceremos pequenos e aí sim nos sentiremos fracassados. Que esse exemplo de cidadania e amor nos contamine.
Muitas vezes não concordamos com as atitudes dos nossos governantes e representantes e não fazemos nada achando que nada adiantaria uma atitude isolada. Mas essa atitude pode servir de incentivo a outros e mais outros……. e podemos dar início a uma nova forma de pensar, sentir e agir. Podemos ser donos da nossa história e quem sabe protagonistas de um novo movimento. Precisamos nos inserir mais para promovermos mudanças. De que adianta ficarmos parados reclamando sobre o que nos fizeram, culpando o mundo pelos nossos problemas? Vamos agir utilizando os nossos recursos e focando no que podemos fazer. Vamos exercer a nossa cidadania e nos envolver com a nossa comunidade e o mundo que nos cerca.
Essa semana eu estou ajudando a promover um encontro com alguns candidatos a vereador na minha comunidade para que possamos discutir leis que possam ser implementadas no próximo mandato. Eu já estou fazendo a minha parte. E você? Essa atitude desse profissional, pai, cidadão merece ser compartilhado.

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Vulnerável sim! E daí?

Todas as vezes que abro um jornal ou alguma revista de notícias semanal tenho a sensação de que as notícias sangram e que nós leitores ficamos cada vez mais expostos e vulneráveis. Outro dia li uma reportagem em que o pesquisador afirmava que a violência nos tempos atuais é a mais baixa de todos os tempos. Quase não pude acreditar, afinal, as notícias nos mostram o contrário. Mas os números não mentem…. Esse fato me levou a seguinte conclusão: Se a violência tem diminuído apesar de tantas evidências contrárias, podemos ficar mais esperançosos a respeito do futuro e das pessoas. Talvez seja muito irrealista pensar assim, mas é uma opção que dentro da minha proposta otimista pode fazer alguma diferença.
Trazendo isso para a TC e sabendo que a tríade cognitiva se dá entre mim, o mundo e o futuro penso que temos boas perspectivas. O problema é que talvez as notícias estejam nos paralisando demais, pois o excesso de informações pode acabar nos deixando vulneráveis se superestimarmos as ameaças e subestimarmos a nossa capacidade de enfrentamento nas situações.
Penso que vulnerabilidade gera vulnerabilidade e se não rompermos esse ciclo ficaremos reféns, de nós mesmos, do mundo e do futuro. O que o mundo precisa é amor e se amarmos e ajudarmos os nossos pacientes a seguirem amando poderemos entrar num ciclo virtuoso que tudo pode. Acredito que existe uma falta de ação generalizada liderada por pensamentos que envolvem risco, ameaça e desesperança. A vulnerabilidade é um fato. Algo de ruim pode acontecer comigo a qualquer momento e eu não tenho como evitar, nem controlar. Não adianta eu remoer sobre o pior, porque se o pior tiver que acontecer não foi por que pensei que poderei evitá-lo. Eu não posso prever o que acontecerá, mas mesmo se pudesse, muitas vezes ainda faríamos diferente do planejado e quem sabe até melhor. Lembrei-me então de um fato ocorrido comigo há exatos 11 anos: Eu estava saindo da clínica num sábado de manhã juntamente com uma paciente quando fomos abordadas por um rapaz complemente drogado que exigiu o dinheiro que tínhamos conosco. Detalhe: eu estava grávida de 8 meses. Ao abrir a minha bolsa observei que estava sem carteira e sem dinheiro algum. No entanto eu tinha uma maçã embrulhada num plástico e prontamente eu respondi assim: – Meu filho! É uma pena, mas eu não tenho nada disso hoje, agora, eu tenho algo melhor para você. E tirei da bolsa a tal maçã. Ele prontamente se virou para mim e perguntou: E como fica o bebê? Se referindo ao meu bebê devido a minha enorme barriga. E eu respondi: Não tem problema, eu estou indo para casa mesmo e você agora precisa mais do que eu. Incrivelmente ele sorriu e foi embora comendo a maçã e ainda me dando adeus. A minha paciente ainda em estado de choque olhou para mim ainda meio sem entender o que tinha acontecido, pois afinal depois da minha oferta ele se esqueceu do assalto e ela não chegou nem a dar o dinheiro que ele tinha pedido.
Hoje avaliando meus pensamentos sobre aquele momento percebo que ao me deparar com o problema parti para a resolução sem dúvidas de uma forma serena e tranqüila e o resultado foi inquestionavelmente melhor do que se eu tivesse previsto o incidente.
Numa outra reportagem com criminosos presos observei uma constante no relato de todos eles. A maioria falava que alguma reação súbita da vítima tinha causado a agressão ou até mesmo o assassinato. Os criminosos quando vão para uma ação eles já se programam antecipadamente para a reação de fuga ou luta da vítima e qualquer gesto de susto poderá ser interpretado como uma ameaça para eles. O ciclo vicioso da vulnerabilidade se instala dessa forma: criminoso vulnerável + vítima vulnerável = violência. No entanto, se a vítima tiver uma reação tranqüila e pacificadora, pode ser que ela consiga desconsertar o agressor que não está preparado para esse tipo de resposta.
Voltando aos dados sobre a diminuição da violência, entendo que esse fato tenha ocorrido pela diminuição de mortes em guerras, por outro lado, penso que a violência urbana, pelo menos no Brasil, tem aumentado devido ao “incentivo” dado pela própria mídia, além do pequeno contingente da polícia e a falta de leis adequadas na condenação do criminoso. Pensando dessa forma voltamos para o problema: Somos vulneráveis, o mundo é perigoso e futuro é incerto. Sim, eu sou vulnerável. Mas pensar sobre isso não me faz deixar de sê-lo. Convido todos vocês a movimentarem mais do que nunca para tornarmos essa pesquisa sobre a diminuição da violência real no meio urbano brasileiro, encontrando no amor a solução para a vulnerabilidade. Tudo bem se o mundo não é como eu gostaria, tudo bem se eu não posso prever o que irá me acontecer, o que importa é o que eu posso agora e futuramente, e eu posso amar.

Renata Borja

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