Segredos para uma boa educação. Falta de educação- Bate papo na Rádio América

Fui convidada hoje para um bate papo na rádio América que aconteceu às 13:10 no programa do Adriano Ventura. Também era convidada a consultora de imagem Andrea Azevedo. Achei o tema interessante e de grande valor para os nossos dias atuais e resolvi então partilhar no blog pontos que se tornam cada vez mais urgentes na atualidade.
As cobranças do mundo moderno tem levado as pessoas a uma intolerância coletiva. Cada vez mais as pessoas se agridem no trânsito, no trabalho, no meio familiar e nos outros ambientes que frequentam. As pessoas estão na defensiva, tentando se proteger do mundo ameaçador no qual estão inseridas. Não são incomuns pensamentos como: “Se eu não me impuser as pessoas não vão me respeitar” ou “ é preciso agredir para me fazer ouvido, respeitado”. O sentimento de raiva gerado por essas idéia colabora para uma reação agressiva que acaba por fortalecer a distorção cognitiva inicial, gerando um círculo vicioso. As crianças tem vivenciado essa cadeia o que as faz entender que agredir é um recurso. Portanto se quisermos ensinar os nossos filhos a se comportarem educadamente, precisamos ensiná-los através de gestos e não só com palavras. Para que isso aconteça é necessário que os adultos ajam com mais tolerância uns com os outros e com as próprias crianças. O ser humano merece respeito, mesmo que ele não haja com respeito conosco. Se reagirmos com paciência e tolerância diante uma pessoa nervosa não estaremos dando munição para uma eventual briga e com o tempo o agressor vai baixando a guarda e o entendimento se fará possível.
Que tal pensarmos alternativamente, que talvez a pessoa que nos esteja agredindo não o faz para nos prejudicar, mas porque talvez ela esteja sofrendo e tentando se proteger de um possível mal que exista somente nos pensamentos dela?
Se cada um de nós fizer a sua parte o nosso mundo será melhor. Que tal um sorriso hoje?
OBS: Coloquei o blog da Andrea nos links, pois afinal ter educação é fundamental par quem quer ter etiqueta e se sobressair profissionalmente e socialmente.

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A LENDA DO LOBO BOM X LOBO MAU

“Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas.
Ele disse:
– A batalha é entre os dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é Mau. É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, orgulho falso, superioridade e ego.
O outro é Bom. É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.
O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:
– Qual lobo vence?
O velho índio respondeu:
– Aquele que você alimenta!”

Essa historinha é muito simbólica. Os dois lobos são as nossas emoções positivas e negativas. Essas nossas emoções são causadas pela nossa forma de pensar, portanto, o lobo que alimentamos é uma escolha nossa. Às vezes temos a impressão que o mundo nos virou as costas e que todas as coisas ruins só acontecem conosco, no entanto isso pode não ser uma verdade absoluta, mas como nós entendemos os fatos. Se pensarmos que as pessoas são ruins e que querem nos prejudicar, enxergaremos o mundo com essas lentes e provavelmente encontraremos evidências que reforcem essa idéia, mesmo que ela não seja verdade. Essas idéias negativas nos proporcionarão emoções negativas de tristeza, raiva,vingança …. No entanto, mesmo tendo vivenciado algo ruim podemos entender que foi um azar, ou que as pessoas que nos proporcionaram algum mal, não o fizeram intencionalmente… Se pensarmos assim estaremos flexibilizando nossos pensamentos e alimentando o nosso lobo bom que nos trará emoções positivas. Essa atitude nos proporcionará um círculo virtuoso. Pensar bem nos faz sentir bem e agir bem. Que tal experimentar alimentar o lobo bom dentro de você?

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A influência dos pensamentos nos relacionamentos

Quando nos relacionamos com alguém seja socialmente ou afetivamente começamos a emitir pensamentos a respeito desta pessoa. Se através de uma atitude dessa pessoa fizermos uma leitura de que ela é metida, ou que quer mostrar superioridade, ou que ela é mesquinha, ou mal humorada, ou se usarmos qualquer outro adjetivo negativo para qualificá-la com certeza criaremos uma aversão à qualquer possibilidade de aproximação com esta pessoa. Por outro lado, se concluirmos que este indivíduo parece simpático, humilde, amigável, provavelmente nos empenharemos em conhecê-lo melhor. Desta forma, os nossos pensamentos nos direcionam positivamente ou negativamente nos relacionamentos.
Não é incomum experienciarmos uma rejeição inicial por alguém que posteriormente nos cativará. Isto ocorre porque concluímos algo negativo a primeira vista que se desconfirmou num segundo momento. O contrário também não é raro, pois quantas vezes investimos em pessoas que se mostram o oposto do que pensávamos? Neste segundo exemplo, na maioria das vezes ficamos nos martirizando por termos confiado em alguém que não merecia. Mas será que era a pessoa realmente que não merecia ou nós que tivemos uma visão distorcida a respeito dela?
A realidade é que cometemos erros cognitivos todo o tempo e não nos damos conta disso. Colocamos expectativas irrealistas em pessoas reais. Então, na maioria das vezes, não são as pessoas que nos frustram, mas sim os nossos pensamentos. Toda pessoa apaixonada, por exemplo, assim está por exacerbar as qualidades do parceiro, ao passo que uma pessoa desiludida, só lembra dos defeitos. Muitos casamentos se desfazem por um dos parceiros ter com uma expectativa que o outro não pode cumprir. O relacionamento entra num círculo vicioso e um cobra que o outro faça aquilo que ele entende que deveria ser uma comprovação de amor. Não existe uma fórmula para o amor, nem uma forma única de amar, pois as pessoas são diferentes e entendem o amor de maneiras diferentes. Mas, existe uma forma individual de amar e demonstrar amor, que é a forma de cada um.
O entendimento de que os nossos sentimentos são imutáveis não procede, pois se os sentimentos são conseqüência dos pensamentos e os nossos pensamentos são decididos por nós mesmos, então podemos mudar a forma como sentimos mudando a forma como pensamos. Enveredando por este caminho, podemos então, concluir que o amor é uma decisão que contraria um conceito bastante difundido, de que o amor é um sentimento incontrolável que se estabelece ao acaso e vai embora sem a nossa permissão. Quantas vezes já ouvimos a seguinte afirmação:“o amor acabou”? Como se o amor fosse uma coisa externa que começa e se encerra sem o nosso consentimento. Penso que se o amor terminou, isso é se algum dia ele já tiver existido, foi porque insistentemente buscamos provas que confirmassem os nossos pensamentos negativos a respeito do outro, o que resultou numa total desmotivação para persistir amando.
Amar é diferente de apaixonar-se embora muitas pessoas confundam isso. Portanto, o que acaba com mais freqüência é a paixão ( estado de encantamento), quando nos deparamos com aquilo que consideramos defeito no outro. Digo consideramos porque o que para nós é um defeito pode não sê-lo para outra pessoa. Neste momento, cabe aos dois decidir se conseguirão aceitar ou não essas falhas, continuando a valorizar mais os pontos positivos que o outro oferece. Se isso acontecer o sentimento que passa a existir é o amor. É neste momento que muitos relacionamento terminam sem mesmo terem experienciado o amor. Acredita-se que não vale a pena o investimento e pronto! Aí não tem mais jeito. Os casais que conseguem transpor essa barreira valorizando mais os pontos positivos abrem as portas para o amor. Eles sabem que o outro não é perfeito e o aceitam como tal. Existem também aqueles que continuam juntos movidos ainda pela idealização inicial e quando se deparam com os defeitos entendem que conseguirão mudar o outro de forma a torná-lo aquilo que desejam. Essas pessoas se relacionam com uma idéia e não com a realidade e querem que o parceiro cumpra as suas expectativas irrealista, que muitas vezes ele não tem como cumprir. Os pensamentos, aqui, costumam ser pensamentos distorcidos como por exemplo: “Depois que nos casarmos ele vai dar mais atenção à mim do que aos filhos do primeiro casamento”. Fico me questionando se o que essas pessoas sentem é amor. É fato, que elas têm uma sede de amar que aparece sob uma forma de controle que acaba por distanciar a pessoa da sua meta, ao invés de aproximá-la. Elas querem amar controlando o outro e recebendo dele aquilo que “elas” entendem amor, e como isso não é possível vivem em constante frustração. Há outros que buscam incansavelmente alguém que possa suprir todas as suas necessidades. Esses, portanto vivenciam relações rápidas e confundem paixão com amor. Elas só querem viver a fase de encantamento e não se conformam com a humanidade do outro. Estes são mais imediatistas e pulam de galho em galho buscando um ideal impossível.
Sentimos aquilo que os nossos pensamentos alimentam. Se alimentarmos idéias de fracasso e constantemente buscando evidências que as reforcem provavelmente nos sentiremos deprimidos. Se ficarmos questionando as nossas atitudes, querendo adivinhar o futuro superestimando os riscos e subestimando recursos e a nossa capacidade de enfrentamento provavelmente nos sentiremos ansiosos. O caminho da assertividade está em aprendermos a detectar esses pensamentos nocivos e desafiá-los de forma a encontrarmos pensamentos positivos mais funcionais e na maioria das vezes mais realistas para a nossa condição. Transformando a nossa forma de pensar mudamos consequentemente a nossa forma de sentir e de agir, respectivamente. Isso nos tornaria mais tolerantes, mais amigos e mais flexíveis. E é na flexibilidade que está a solução os nossos conflitos e o futuro dos relacionamentos.

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O impacto da infância na vida futura

Considerando a postura construtivista, que defende a idéia de que o nosso conhecimento é construído, então as nossas primeiras impressões sobre o mundo são muito relevantes, porque é a partir delas que construímos o nosso conhecimento e o nosso entendimento. Portanto tudo o que é vivido na infância fica gravado e poderá influenciar positivamente ou negativamente a nossa vida futura. No entanto, se tivermos uma infância infeliz isso não é um atestado de infelicidade, pois o que importa não são os acontecimentos em si, mas como nós entendemos, sentimos e reagimos a respeito do que vivemos. É claro que alguém que tenha sofrido na infância terá muito mais possibilidade de comprometimento futuro do que uma criança que tenha tido uma infância feliz. Por isso 2 crianças de uma mesma família com uma mesma criação pensam, sentem e agem de maneiras diferentes.
Pais rígidos e superprotetores por exemplo podem gerar filhos ansiosos, pois eles passam a impressão que não confiam nos filhos e se os filhos entenderem que os pais agem assim porque pensam que eles não tem recursos para enfrentar os problemas sozinhos, eles passam a não acreditar em si mesmos e desenvolvem ansiedade. Por outro lado, os pais omissos ou pais invertidos (que fazem o papel de filhos para os filhos) também podem gerar filhos ansiosos por se sentirem abandonados e consequentemente vulneráveis. Pais que cobram excessivamente podem gerar filhos inseguros e pais que abandonam também. Toda falta ou excesso pode gerar problemas.O ideal seria o equilíbrio que se dá com amor e limites.
Uma infância infeliz não é um atestado de infelicidade, é possível ter pais complicados e aprender com os erros deles e ser bem resolvido. Tudo é uma questão de entendimento e decisão. Existem pessoas que tiveram pais complicados e problemáticos e que entenderam quais eram as falhas deles e decidiram ter uma vida diferente da deles. Essa pessoas conseguiram aprender com o sofrimento e não permitiram repetir o erro dos pais. Que tal escolher aprender com os sofrimentos passados em prol de um futuro feliz?

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Cantar para ser feliz

O Sol – Jota Quest
(composição-Antonio Júlio Nastácia)
http://www.youtube.com/watch?v=17hDEOcH_kk

Ei, dor!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei, medo!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada…

E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou…

A letra dessa música, apesar de simples e pequena é de uma extrema sabedoria e tem muito a nos ensinar. Escutar e acreditar nos nossos pensamentos que nos fazem sentir tristeza, depressão, ansiedade, medo e raiva só nos faz sofrer mais. Quando ouvimos os pensamentos negativos, intrusivos e distorcidos, armamos uma armadilha para nós mesmos. Acreditamos que se pensarmos nas piores hipóteses estaremos preparados para lidar com as dificuldades, no entanto o preocupar-se já é um sofrimento que nos aprisiona e nos deixa escravos de nós mesmos. Portanto se pararmos de dar atenção para os pensamentos que não nos trazem benefícios seríamos mais felizes. Encontraremos a liberdade e a alegria se nos focarmos nos nossos objetivos e formos em busca de sol, de luz, de paz , de Deus, de coerência, de amor e de todas as outras coisas que nos remetem à boas decisões e pensamentos. Então, que tal cantarmos ?

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